terça-feira, 12 de junho de 2007

Passagem


Violenta passagem daqueles que sentem.

Passo duma lágrima a um corte por dentro amolecendo as veias que sugam a minha vida

Larga e vasta ferida que escrevo entre linhas neste rasgão que é o corpo…

Sem sentido por aqueles que relêem os espaços vazios,
Dos que não são serão por vezes no tempo futuro ou passado,
Deixo aqui a mágoa que me acompanha ao dançar estas palavras
Não a d’as escrever!

Desliga

Liga

Tremo o corpo em vão daquele que vê, daquele que se apaixona.
Transmito o que sinto num leque atirado ofuscado pela luz divina
Vinda de um aparelho futuramente ligado por aquele que te dá vida
Ao aparecer diante olhos curiosos…

…Aplausos…

(Silêncio – paz interior)

1 comentário:

Anónimo disse...

arrepio...